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Sobre o oxigênio e a sua falta no pico da pandemia da covid-19

  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada cinco pacientes com covid-19 (20%) precisará de oxigênio, nos casos mais graves essa proporção cresce para 3 em cada 5 (60%). Embora afirme não ter dados específicos por país, informa que os hospitais viram a demanda por oxigênio quintuplicar em relação aos níveis normais devido ao crescimento dos casos graves e críticos causados pelo coronavírus. O oxigênio é considerado um medicamento essencial pela OMS desde 2017. Antes da covid-19, havia ocasiões em que, mesmo em hospitais adequados, uma criança doente, um recém-nascido doente ou qualquer pessoa em uma situação de emergência não recebia o oxigênio de que precisava, para combater doenças como a pneumonia e outras doenças pulmonares crônicas comuns em pessoas idosas. Na realidade, a demanda por oxigênio “aumentou drasticamente” em 2020 devido a pandemia, então se torna vital, pensar no oxigênio como um insumo essencial para preservar vidas, não pode ser algo que preoc...

08/03/21 - Feminismos

  O objetivo do presente texto é apresentar as novas perspectivas do movimento feminista a partir de escritoras que romperam com as normas de gênero propostas pelo eurocentrismo e as limitações do feminismo tradicional reinante até a década de 1970. Sabe-se que primeira manifestação feminista ocorreu na Revolução Francesa, quando a escritora Mary Wollstonecraft, em resposta à “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” lançou o livro “Reivindicação dos Direitos das Mulheres”. No início do século 20, o movimento feminista se estruturou nas fábricas da Europa e dos EUA para reivindicar melhores condições de trabalho. Por certo, a ação do movimento feminista resultou no reconhecimento das mulheres como sujeitos sociais, na busca por igualdade no mercado de trabalho, dentre outros; e, políticos, na conquista do direito ao voto, iniciado pelas sufragistas da Inglaterra, no séc. XIX. Entretanto, nesse período, o movimento feminista trabalhou um sujeito uno – a mulher. Apesar ...

Vacina, renda e emprego

  Prioridades sindicais para enfrentar a crise sanitária e econômica Por Clemente Ganz Lúcio "Essas prioridades devem ser promovidas de forma a termos uma perspectiva capaz de colocar como desfio coletivo a formulação de um  projeto nacional de desenvolvimento , as estratégias para sua implantação e as formas de pactuar essa construção", escreve Clemente Ganz Lúcio, Sociólogo, ex-diretor técnico do DIEESE, consultor sindical e assessor do Fórum das Centrais Sindicais.  Eis o artigo: Todos queremos previsibilidade diante dessa gravíssima  crise sanitária, econômica e social . Para ter uma prospecção positiva diante das enormes incertezas é necessário que no presente se tomem decisões corretas e iniciativa capazes de construir a perspectiva favorável desejada. Infelizmente o  Brasil  tem seguido os piores caminhos, em especial por parte do  Governo Federal , ao não coordenar as ações entre os entes públicos, ao negar a ciência e as orientaçõe...

Sobre a testagem em massa

A corrida pelo desenvolvimento da vacina ou de um tratamento adequado para o combate ao novo coronavírus são a esperança para enfrentamento da Covid-19, doença que em poucos meses ceifou milhares de vidas e modificou a rotina de populações de diversos países, levando também a impactos econômicos. Enquanto não é possível encontrar soluções a curto prazo, a discussão sobre testes para detectar indivíduos infectados tem ganhado destaque no cenário de pandemia do novo coronavírus. O pesquisador da Fiocruz Bahia, Manoel Barral Netto, explica que para entender a importância dos testes é necessário pensar sobre alguns aspectos: o que são esses testes, quais as suas potencialidades e limitações e quando utilizá-los como instrumento para tomada de decisão. De acordo com Barral, o teste em si não resolve a situação da pandemia, mas fornece informações que irão modificar as ações de saúde coletiva. A relevância dos testes está não só em detectar quem está doente, mas em ter controle dos conta...

VACINA PARA TODOS PELO SUS COM CALENDÁRIO DEFINIDO + AUXILIO EMERGENCIAL + TESTAGEM EM MASSA

A pandemia de COVID-19 tem desafiado as três esferas do poder público a encontrar medidas de saúde pública que evitem o colapso dos sistemas de saúde e reduzam os óbitos que se aproximam de 263 mil em nosso país.   Diariamente atribuem à população a culpa da sua incompetência, culpando, nesse caso com razão, as aglomerações em festas e reuniões, mas não conseguem garantir o distanciamento, por exemplo no transporte coletivo, para aqueles que necessitam continuar trabalhando nos serviços essenciais. Assim, a rigor, essas medidas têm se limitado ao relativo distanciamento social, haja vista que a testagem em massa foi abandonada e a vacinação está limitadíssima em função das poucas doses disponíveis no mercado nacional e internacional, por culpa exclusiva do Governo Bolsonaro que se posicionou, desde sempre, contrário a vacinação. Orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos mais renomados infectologistas comprovam que as medidas de distanciamento social   são mais ...

O Banco do Brasil é um banco de Estado, não de governo

  Em plena pandemia da covid-19, o Banco do Brasil propôs o fechamento de 361 unidades entre agências   e postos de atendimento, além de um plano de demissão voluntária que atingiu mais de 5,6 mil trabalhadores e trabalhadoras. Além das demissões, serão fechadas 112 agências, 242 postos de atendimento (PA) e sete escritórios, num total de 361 unidades – que, é bom que se diga, ainda não foram anunciadas as localidades. Essas demissões e fechamentos de unidades se somam aos 17.758 empregos cortados e ao encerramento de 1.058 agências, entre o início de 2016 e o terceiro trimestre de 2020, o que representa uma queda de 16% e 19% respectivamente, de acordo com o último dado disponível sobre o Banco do Brasil. Por outro lado, no mesmo período o número de clientes do BB cresceu 15%, um acréscimo de 9,4 milhões. Dessa forma, cada funcionário do BB era responsável pelo atendimento de aproximadamente 753 clientes e responsável pela lucratividade de R$ 191.523,00 no final de 2...

O Banco do Brasil é um banco de Estado, não de governo

  Em plena pandemia, o Banco do Brasil anunciou um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para cinco mil trabalhadores e trabalhadoras e o fechamento de 361 unidades entre agências e postos de atendimento.  A opção do governo Bolsonaro  pelo neoliberalismo faz com que mais uma vez, o Banco do Brasil seja alvo de demissões que precarizam o atendimento e facilitam sua a privatização. Por mais que o discurso seja “foco no cliente” a rigor as ações da alta direção do banco sinalizam o contrário. Dessa forma, sem se importar com o atendimento dos seus clientes que mantêm mais de 73 milhões de contas espalhadas por todo o país, a alta direção do BB, se submete a cartilha neoliberal do ministro da Economia, Paulo Guedes. A rigor, o Governo federal detém 50,00% das ações do BB, acionistas brasileiros 28,90%, acionistas estrangeiros outros 20,60,   e 0,40%   das ações estão na tesouraria do banco. Assim o Governo Federal detém o controle do banco. Além das demi...