Como Paulo Freire, Frantz Fanon, Antônio Gramsci e Pierre Bourdieu contribuem para a compreensão da persistência da injustiça Recentemente, ao realizar compras em um supermercado, fui atendido por um rapaz, refugiado cubano, que reside em Curitiba há aproximadamente seis meses. Iniciei uma conversa sobre as condições de vida em Cuba, e ele relatou algumas das dificuldades enfrentadas, que o levaram à decisão de imigrar. Abordei a complexidade do embargo econômico norte-americano vigente há mais de 60 anos, expressando minha percepção de ser este um obstáculo significativo ao progresso social cubano. O interlocutor, entretanto, pontuou que o embargo funciona como justificativa utilizada pelo governo local para encobrir sua falta de alternativas eficazes ao desenvolvimento da ilha. Esse diálogo motivou uma reflexão acerca das dimensões culturais, simbólicas e pedagógicas presentes na manutenção da injustiça. Observa-se que, enquanto a crítica se limitar aos aspectos estruturais...
“[…] as ideias de economistas e filósofos políticos, tanto quando têm razão como quando não a têm, são mais poderosas do que normalmente se pensa. Na verdade, o mundo é governado por pouco mais. Homens práticos, que se creem bastante isentos de quaisquer influências intelectuais, são normalmente escravos de algum economista defunto”. John Maynard Keynes